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Cultura / Folclore do rio Grande do Sul

A FUNDAÇÃO INSTITUTO GAÚCHO DE TRADIÇÃO e Folclore foi instituída pelo Decreto n.º 23.613, de 27 de dezembro de 1974, para atuar na área da pesquisa e divulgação da cultura popular sul-riograndense. Entre as suas finalidades está o estudo do folclore, da tradição, da arte e da Imagem relacionadahistória do Estado. A BIBLIOTECA DO  IGTF DISPÕE  de um acervo de 4 mil obras, composto por livros, monografias, revistas e recortes de jornais e obras de referência de assuntos relacionados ao folclore, tradicionalismo, culturas das diversas etnias formadoras do Rio Grande do Sul. O MUSEU DO SOM REGIONAL tem cerca de 6 mil títulos, entre CDs, LPs, fitas cassetes, DVDs e vídeos relacionados à música regional e memória da produção do folclore, dança e artes em geral. O Museu possui ainda o estúdio Cesar Passarinho destinado à gravação e digitalização de acervo, produção de programas radiofônicos e memória de nossa música. O IGTF também presta assessoria a pesquisadores, promove e participa de eventos ligados ao folclore, festivais e ao tradicionalismo gaúcho. Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore Avenida Borges de Medeiros, 1501, Térreo, Centro, Porto Alegre – RS - CEP: 90.119-900. Fone (51) 3228.1764. Fax: 3228.1711. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. " presidê O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .  O CHIMARRÃO OU MATE é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul,
um hábito legado pelas culturas quíchua, aymará e guarani. Ainda hoje é hábito fortemente arraigado no Brasil (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul (principalmente), Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (Pantanal) e Rondônia), parte da Bolívia e Chile e em todo o Paraguai, Uruguai e a Argentina. É composto por uma cuia, uma bomba, erva-mate e água. Embora a acepção mate seja castelhana, é utilizada popularmente também no Rio Grande do Sul paralelamente com o termo "chimarrão". Chimarrão (cimarrón em espanhol) também designa o gado que foge para o mato e torna-se selvagem. RIO GRANDE, O PONTO DE ENCONTRO DOS ANIMAIS: Quem viaja pelo Rio Grande percebe facilmente Resultado de imagem para cultura  do rio grande do sula variação de suas paisagens: são praias e lagoas no litoral, escarpas na Serra Geral, pampas ao Sul, florestas (poucas) nas margens do rio Uruguai, campos em cima da Serra. Mas o que muitos não entendem é a importância dessa multiplicidade. O Rio Grande é o ponto de encontro entre os dois grandes reinos de flora e fauna da América do Sul, ensinam os pesquisadores. Para se entender a importância dessa diversidade, é preciso, primeiro, compreender a divisão da flora e fauna do mundo. De acordo com os aspectos climáticos, geológicos, de plantas e animais, os especialistas em biogeografia - ciência que estuda a distribuição da vida sobre o globo terrestre - dividiram o mundo em diferentes reinos. A América do Sul encontra-se no chamado "Reino Neotropical". Dentro dele, existem diversas regiões que, por sua vez, são divididas em sub-regiões ou províncias, em função de suas características de fauna e flora. O Brasil se encontra, quase todo, na região conhecida como Guiano-Brasileira, em que, de modo geral, predomina o clima tropical. A outra grande região da América do Sul é a Andino-Patagônica, de clima temperado. O Rio Grande do Sul está justamente na área de encontro dessas duas regiões. Isto faz com que, em seu território, possam ser Resultado de imagem para cultura  do rio grande do sul fotosencontrados exemplares de fauna e flora das duas áreas, e de diversas sub-regiões de cada uma delas. Através de diferentes regiões do Estado, penetram elementos faunísticos muito importantes. Um exemplo é a região do Alto Uruguai. Ela está próxima da bacia do rio Paraná, em que há um tipo de mata intermediária entre a típica de zona tropical (da Amazônia) e a temperada. Essa mata é como um corredor, que serve para os répteis e para todos os outros animais. Através dele chegam várias espécies ao Noroeste do Estado (Alto Uruguai), o que Imagem relacionadatorna aquela região um destacado ponto de entrada de fauna. Daí a importância do Parque Florestal Estadual do Turvo - no município de Derrubadas, pois está nessa área. No Litoral se destaca outro ponto. Na altura de Torres está à parte mais meridional da Mata Atlântica brasileira que, com raras exceções, já foi quase que totalmente destruída. Há, ali, uma fauna riquíssima em plena extinção. É uma das zonas mais ricas em répteis, mas não dá para saber o total de espécies. Essa fauna é endêmica da Mata Atlântica, não pode viver em outras áreas. Enquanto isso, diversas regiões do Estado recebem outras contribuições. Pela região das Missões penetram, ainda que escassamente, elementos faunísticos vindos do Chaco (na Argentina). Pela área ao Sul do Estado, vêm animais da região pampeana. Considerando todas as contribuições de fauna (e flora) que chegam ao Rio Grande, pode-se dizer que, em menor ou maior escala, encontram-se no Estado elementos de cinco sub-regiões. O mais presente é a fauna da chamada província Guarani, em que se encontra boa parte da área gaúcha. Essa é uma zona de transição entre a região Guiano-Brasileira e a Andino-Patagônica, e inclui paisagens muito diversificadas, como florestas, savanas e estepes. É formado pelo Paraguai, Sul do Brasil, Uruguai e Nordeste argentino. Em segundo lugar destaca-se a província Tupi, que é, justamente, a região de Mata Atlântica. A fauna dessa área atinge o Estado pelo litoral. Em terceiro lugar está a província Bororo, formada pela área de savanas e estepes do Norte do Chaco e dos campos cerrados do Brasil Central, que chega ao Rio Grande pela bacia do Paraná. Pelo Noroeste do Estado chega, também, alguns elementos da área amazônica, província chamada de Hylea.