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Cultura do paraná

MANIFESTAÇÕES POPULARES: O folclore musical está presente nas brincadeiras infantis desde as canções de roda aos brinquedos cantados por lendas
Resultado de imagem para paranae pequenas canções para o desenvolvimento da linguagem e do raciocínio. A viola sertaneja acompanha as toadas, as modas, os romances e desafios, onde a alma do caboclo extravasa toda a sua ternura, angústia, lirismo, seu senso de humor e sua filosofia de vida. Fandango: Rico depositário de canções e ritmos é o fandango suíte ou reunião de várias danças que encerram ainda autêntica poesia cabocla nos cantos que as acompanham. É um translado da Península Ibérica. A melodia e os versos entoados no fandango pelos violeiros e pelo coro contêm originalidade, lirismo e humor, levando-nos a admirar a imaginação e a sensibilidade do nosso caboclo. Sua coreografia variada e difícil exige técnica, atenção, agilidades preparam e calçados especiais para o sapateado. As mulheres festejam arrastando os pés: atentas as evoluções, enquanto os homens sapateiam num ritmo certo, seguindo o acompanhamento das violas e dos adultos. As mulheres chamadas damas ou folgadeiras (porque dançam na folga) encarregam-se da coreografia. Os cavalheiros ou folgadores batem o sapateado com tamancos de madeira de lei, que eles mesmos confeccionam. O acompanhamento é feito com duas violas de onze cordas, adultos (pandeiros) e uma rabeca. O canto é puxado pelos dois violeiros: ou cantadores, a duas vozes, com textos tradicionais ou improvisados. O fandango dançado nos sítios pode ser fandango de pichirão (quando os vizinhos auxiliam o dono da casa nos trabalhos da roçada ou de plantação) ou fandango de finta, organizado de um momento para outro, com coleta de dinheiro para a compra dos preparos, dançando na folga do sábado para domingo. Congadas: Dramatização épica declamada, dançada e cantada ao som de instrumentos, com caracterização dos personagens. Trata de diálogos e lutas travadas entre duas embaixadas africanas, entremeados de louvores a São Benedito. Imagem relacionadaHistoricamente a congada realizou-se na Lapa desde a época do Império, sempre no Ciclo de Natal, particularmente no dia 26 de dezembro, incorporada à Festa de São Benedito. O auto é cantado: e acompanhado de Resultado de imagem para paranainstrumentos de percussão (tambores), uma rabeca e às vezes sanfona. São personagens da congada: o Rei, a Rainha, o Reizinho, o Príncipe, o Secretário, o Porta-Bandeira e mais seis a oito Fidalgos, todos pertencentes ao "campo de cima", isto é, à corte do Rei Ganaiame. No "campo de baixo", apresenta-se a Embaixada da Rainha Ginga formada do Embaixador, do Cacique, do Sobre cacique e de doze Conguinhos (o exército da Rainha) que são crianças. No início, após a fala do Rei Ganaiame, seus Fidalgos se apresentam e dançam, em filas opostas, as danças das espadas e dos bastões. Com a invasão ruidosa: e impertinente do campo de baixo (outro extremo do local de apresentação) pela Embaixada da Rainha Ginga, o Rei Ganaiame se irrita e manda prender o Embaixador. Discutem todos e os Fidalgos simulam na sua movimentação uma guerra, depois da qual é preso o Embaixador. Porém, após suas explicações, é perdoado pelo Rei e despede-se da corte com os Conguinhos, que cantam e dançam no final. Retira-se a Embaixada e, após, o Rei, a Rainha, o Reizinho e os Fidalgos também saem, fechando o cortejo. www.prdagente.pr.gov.br Boi-de-mamão: Dramatização cômica com cantos e improvisos acompanhados de instrumentos. É constituído de "cenas", onde são apresentados personagens e animais fantásticos, que aumentam sempre o cortejo, anunciado pelos cantadores. O ponto culminante é a morte de Mateus que levou violenta chifrada do Boi e seu atendimento pelo Doutor que vem trazido pelo cavalinho. O personagem mais popular é a Bernunça (animal fantástico que devora as crianças). Levado entre o Natal e o Carnaval, com mais freqüência no litoral. Apresenta como introdução a dança do pau-de-fita e a dança das balainhas. Folias de Reis: Cantoria de louvação por foliões que personificam os Reis Magos. É realizada nos sítios próximos à localidade principal, entre 3 e 6 de janeiro, durante à noite.Resultado de imagem para parana bloco do boi Nodia 6 retornam e são recebidos nas casas do povoado, terminando a devoção com louvores cantados em frente a um presépio armado geralmente ao lado da igreja. Romaria de São Gonçalo: Reza do "terço" pelo capelão e dança, realizada por duas fileiras opostas de homens e mulheres, que dançam em frente à imagem do santo, em pagamento de promessas. A dança é "puxada" pelo "mestre" e pelo "contra-meste" que cantam acompanhando-se de viola e pelo reforço vocal das "cantadeiras". A coreografia é complicada e divide-se em "passos". Podem-se repetir várias vezes a dança ou as "voltas", dando oportunidade a outros fiéis de dançarem. Nos intervalos o devoto que ofereceu a casa, oferece café com "mistura". Cavalhadas: Realizadas em Guarapuava as cavalhadas dramatizam a luta entre cristãos e mouros e os torneios medievais. Os cavaleiros dividem-se em dois grupos montados, vestidos com bonitos trajes azuis ou vermelhos. Após vários diálogos (encontro das embaixadas), simulam lutas mostrando sua perícia, portando revólveres, espadas e lanças. De lados opostos do campo estão os redutos dos reis cristãos e mouros. No final há paz, com a conversão dos mouros. Os cavaleiros se entregam a uma série de competições eqüestres (sortes), oferecendo os troféus às suas damas. Duas bandas de música acompanham o espetáculo: a de "pancadaria" ou "infernal" apupa os faltosos e a outra toca em louvor dos vencedores. Blocos: Apinagés É um bloco: carnavalesco de Antonina, constituído de quase uma centena de adultos e crianças imitando índios, empunhando arcos, flechas, lanças e machadinhas além de instrumentos musicais, como tamborins, surdos e outros, que acompanham seus cantos e evoluções. Dramatizam lutas guerreiras: com variada coreografia e possuem vinte e seis cantos próprios. A tribo tem dois Caciques (um chefe e outro auxiliar), a Rainha, a Princesa e a Mascote. Foi fundado em Antonina com o nome de Bloco Guaraci, por Benedito Jesus Pereira, oriundo do Estado do Pará, em 1923. Depois de 

Resultado de imagem para artesanato paranaalguns anos desativados, retornou suas apresentações com o nome atual. Bloco do Boi: Fundado em 1922, o Bloco do Boi-do-Norte apresenta-se no
carnaval de Antonina e compõe-se do Boi, do Cavalo, do Nanico (pássaro de longo bico), que são os bichos do Boi, e mais o Toureiro, o Médico-Veterinário, duas Porta-Estandartes, que se revezam, e do restante do bloco, que é responsável pela batucada. O bloco possui melodias próprias e, entre as evoluções, apresenta a dramatização da morte e ressurreição do boi, antes de reiniciar o desfile. Lendas As lendas são narrações orais de caráter fantástico que, no entanto, procuram dar uma explicação a um fato real. Como em todo o Brasil, o lendário do Paraná, é muito rico, deixando transparecer a fértil imaginação do índio e do caboclo. Destacamos algumas lendas que dizem respeito a prodigiosa natureza, a sua formação histórica e cultural, ou ainda aos pontos turísticos: Lenda das Cataratas do Iguaçu: Os índios kaingangue, que habitavam às margens do rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado por M'boi um deus que tinha a forma de uma serpente e que era filho de Tupã. O cacique dessa tribo chamado Igobi tinha uma filha. Naipi, tão bonita que as águas do rio paravam quando a jovem nela se mirava. Devido a sua beleza, Naipi seria consagrada ao deus M'boi, passando a viver somente para o seu culto. Havia porém, entre os kaingangue, um jovem guerreiro chamado Tarobá, que ao er Naipi por ela se apaixonou. No dia da festa da consagração da jovem índia, enquanto, o pajé e os caciques bebiam cauim (bebida feita de milho fermentado) e os guerreiros dançavam, Tarobá fugiu com a linda Naipi numa canoa que seguiu rio abaixo, arrastado pela correnteza. Quando o boi soube: da fuga de Naipi e Tarobá, ficou furioso. Penetrou então nas entranhas da terra e retorcendo o seu corpo, produziu na mesma, uma enorme fenda que formou uma catarata gigantesca. Envolvidos pelas águas dessa imensa cachoeira, a piroga e os fugitivos caíram de grande altura desaparecendo para sempre. Naipi foi transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente fustigada pelas águas revoltas e, Tarobá foi convertido em uma palmeira situada à beira do abismo, inclinada sobre a garganta do rio. Debaixo dessa palmeira acha-se a entrada de uma gruta onde o monstro vingativo, vigia eternamente as