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A Gastronomia na Bahia

A Gastronomia na Bahia e Tempero à moda baiana: O dendê vindo da África empresta seu sabor peculiar ao azeite que dá gosto às moquecas, mariscadas, caruru, acarajé e abará. Acompanhados da tradicional caipirinha ou da refrescante água de coco, os pratos presenteiam os olhos, seduzem o olfato e se desmancham ao paladar. É de dar “água na boca”. O sertão reserva novas misturas, aguça novos sabores e endossa o tempero da culinária baiana. Carne seca, pirão, mingau, cuscuz, bolos e doces variados de todas as frutas dão o tom da mesa farta do sertanejo. A Bahia é uma festa de cores e sabores. Às receitas milenares de tribos indígenas e à rusticidade improvisada nas senzalas dos escravos africanos, somou-se a fineza e o requinte da cozinha real portuguesa. É satisfação para todos os gostos. E bom apetite! A cachaça é a base dos drinques baianos. Misturada com frutas diversas nas tradicionais caipirinhas – a mais popular é a de limão -, acrescida de leite condensado nas batidas ou mesmo pura com mel e suco de limão, a bebida acompanha almoços e jantares ou, simplesmente, anima as festas e baladas noite adentro. Servido na praia, em Bares, casa noturnas restourante, os Drinques e coquetéis elaborados  com toques regionais e ingredientes curiosos são as principais atrações das barracas armadas em frente a clubes e boates. Algumas levam nomes inusitados, bem ao estilo despojado e criativo do baiano -“sacanagem”, “pau nas coxas” e muitos outros. Os jovens não dispensam uma boa dose da bebida para abrir a noite. As grandes matrizes da diversa e variada cozinha brasileira está em Portugal, com a África, com o Oriente e com as culturas indígenas. Na época das grandes navegações, Portugal vivia de forma pioneira o fenômeno da globalização, lançando-se ao mar, ao encontro da ampliação comercial, da conquista de novas rotas em busca de alimentos e especiarias. Sem dúvida, as grandes matrizes da diversa e variada cozinha brasileira está em um Portugal ampliado com a África, com o Oriente e com as centenas de culturas indígenas. Pode-se caracterizar a cozinha de herança africana no Brasil como adaptativa, criativa e legitimadora de muitos produtos africanos e não africanos que foram incluídos regionalmente e em outros de presença nacional. A cozinha afro-brasileira é o reflexo da mistura de culturas na Bahia. Na época das grandes navegações, Portugal vivia de forma pioneira o fenômeno da globalização, lançando-se mar ao encontro da ampliação comercial, da conquista de novas rotas em busca de alimento e especiarias. Sem duvidas, as grandes matrizes da diversa e variada cozinha brasileira está em um Portugal ampliado com a África, com o Oriente e com as centenas de culturas indígenas. Pode-se caracterizar a cozinha de herança africana no Brasil como adaptativa, criativa e legitimadora de muitos produtos africanos e não africanos que foram incluídos regionais e em outros de presença nacional. O nosso tão celebrado coco-verde vem da índia, passando antes pela África Oriental, África Ocidental, Cabo Verde e Guiné para então fixar-se no Nordeste brasileiro. O dendê é uma das marcas da cozinha genuinamente africana no Brasil e o dendezeiro é sagrado para os Ioruba, sendo conhecido como igí-opé .Resultado de imagem para a culinaria baiana A mundialização sempre aconteceu na boca. Por volta do século 16 a alimentação cotidiana na África, que foi incorporada à comida brasileira pelos escravos, incluía arroz, feijão, sorgo, milho e cuscuz. A carne era predominantes de caça (antílopes, gazelas, búfalos e aves). Os alimentos eram preparados assados, tostados ou cozidos. Feijão variados, inhames, quiabos, acréscimos de camarões defumados, gengibre, pimentas e óleos vegetais como o azeite-de-dendê fazem a base de uma mesa em que vigoram acarajés, abará, vatapás de peixe e galinha, bobós, carurus, entre tantos outros pratos. Ainda os cardápios sagrados dos terreiros de candomblé trazem alimentos como o ipeté, amalá acaçá e bebidas como aluá, feito de milho rapadura, gengibre e água. A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; e nas pobres era de farinha, laranja e banana. Os temperos utilizados na comida eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. O cuscuz já era conhecido na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil, e tem origem no norte da África, entre os berberes. No Brasil, o cuscuz é consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes. O leite de coco é usado para regar peixes, mariscos, arroz-de-coco, cuscuz, mungunzá e outras iguarias. Genericamente os produtos originários da ampla costa atlântica do continente africano são conhecidos como da-costa, por exemplo, pimenta-da-costa, inhame-da-costa, pano-da-costa, palha-da-costa. Há um longo caminho histórico e econômico unindo o que vem da costa na formação do povo brasileiro. O amplo patrimônio gastronômico de civilizações africanas e de soluções e recriações afrodescendentes fazem um dos mais notáveis caminhos para compreender o que come o brasileiro. Além da cozinha afro-baiana, a culinária característica do sertão baiano inova em receitas à base de pirão, farofa e carne seca. Carne de sol, de bode, cabrito e charque; maxixe, mandioca, milho e a manteiga de garrafa são ingredientes fundamentais na panela – ou tacho – do sertanejo. De certo que a culinária da Bahia não estaria completa sem a herança da caatinga. Na cidade de Salvador e Recôncavo, nos municípios da Ilha de Itaparica e ao longo de todo o litoral o predomínio é das delícias tipicamente afro-baianas. A região semi-árida, margeada pelo imponente São Francisco, completa a miscelânea de gostos e temperos da cozinha baiana com toques sertanejos. Saiba mais sobre Canudos, Cipó, Monte Santo,Euclides da Cunha e Jorro, locais de tradição em culinária sertaneja. Um dos pratos mais tradicionais da região é a galinha ao molho pardo,( galinha a cabidela) feita com o sangue da própria ave, o que Resultado de imagem para a culinaria baianalhe confere um sabor peculiar. A culinária típica de São Francisco do Conde reserva delícias exóticas como o arremate de sururu e a moqueca na folha de bananeira, feita com xangó sem a espinha dorsal – a embalagem na folha de bananeira ajuda a conservar a temperatura e dá sabor especial ao quitute. O tempero, caprichado no dendê e no leite de coco, revela moquecas variadas de peixes e mariscos ou, se preferir, os ensopados condimentados no tomate, pimentão, cebola e cheiro verde. Para acompanhar, o feijão fradinho é sempre uma boa pedida. Feijão doce também é prato certo na mesa, em São Francisco do Conde. Para adoçar o paladar, balas variadas feitas com frutas típicas, como as de jenipapo, coco e goiaba com coco. Saiba mais sobre São Francisco do Conde. No coração do Oeste Baiano, em Barreiras, a comida típica típica reúne diversas influências, com especial destaque para as cozinhas  gaúcha e cearense. O tradicional churrasco divide o paladar com pratos inusitados, tipicamente nordestinos, como o pirão de cabeça de surubim e a galinha caipira com pirão de mulher parida. As peixadas e o feijão tropeiro endossam a diversidade de sabores da cidade. Para adoçar o paladar, a sobremesa fica por conta dos doces feitos da fruta, com destaque para o de maracujá nativo e o de buriti. A feira local reúne todos os tipos. Biscoitos peta, ginete e queijada são os mais clássicos. Características da alimentação indígena: Podemos dizer que a alimentação indígena é natural, pois eles consomem alimentos retirados diretamente da natureza. Desta forma, conseguem obter alimentos isentos de agrotóxicos ou de outros produtos químicos. A alimentação indígena é saudável e rica em vitaminas,sais minerais e outros nutrientes. Como os índios não consumem produtos industrializados, ficam livres dos efeitos nocivos dos conservantes, corantes artificiais, realçadores de sabor e outros aditivos artificiais usados na indústria alimentícia.Somada a uma intensa atividade física, a alimentação indígena Resultado de imagem para a culinaria baianaproporciona aos integrantes da tribo uma vida saudável. Logo, podemos observar nas aldeias isoladas (sem contatos com o homem branco), indivíduos fortes, saudáveis e felizes. Obesidade, estresse, depressão e outros males encontrados facilmente nas grandes cidades passam longe das tribos.Numa aldeia indígena,Resultado de imagem para a culinaria baiana o preparo dos alimentos é de responsabilidade das mulheres. Aos homens, cabe a função de caçar e pescar. BOBO DE CAMARÃO: Ingredientes: Creme de aipim - 1kg de cebolas picadas - 1kg de tomates maduros e firmes picados - 2 pimentões verdes picados - 4 colheres (sopa) de coentro picado - 1kg de aipim descascado - 2 xícaras (chá) de azeite - 1L de leite de coco ENSOPADO DE CAMARÃO: 2kg de camarões grandes, sem casca e limpos1 dente de alho picado1 colher (sopa) de sal2 colheres (sopa) de coentro picado3 tomates maduros e firmes picados - 3 cebolas picadas 1 pimentão verde picado -  ½ xícara (chá) de azeite1L de leite de coco2 colheres (sopa) de azeite-de-dendê Modo de preparo: Primeiro, faça o creme: misture os temperos (cebola, tomate, pimentão e coentro) com o aipim processado. Leve ao fogo alto e adicione o azeite de oliva e o leite de coco, mexendo sempre para não colar no fundo da panela. Cozinhe por 10 minutos, sem parar de mexer, até soltar do fundo. Retire do fogo e reserve. Faça o ensopado: em uma panela funda, coloque os camarões, o alho, o sal, o coentro, os tomates, as cebolas, o pimentão e o azeite de oliva e leve ao fogo. Adicione o leite de coco aos poucos. Deixe cozinhando em fogo alto por 5 minutos e sem parar de mexer. Junte o creme de aipim e deixe cozinhar mais 5 minutos, misturando bem. Antes de tirar do fogo, acrescente o azeite-de-dendê e mexa. Sirva bem quente, com arroz branco. CUZCUZ A BAIANA: Em uma panela coloque azeite e refogue a cebola e os alhos. Acrescente aos poucos a linguiça e o paio picadinhos, o milho verde, a ervilha , as cenouras, o palmito, as azeitonas Acrescente o caldo de carne dissolvido em um pouquinho de água e os tomates batidos Acrescente a água, já meio morna, deixe ferver por alguns minutos Colocar os ovos cozidos (deixe um para enfeitar o fundo da forma que já deve estar untada com óleo) Coloque a farinha de mandioca e por último a farinha de milho Ainda quente coloque em uma forma que já deve estar enfeitada ao seu gosto Desenforme-o quando estiver morno Sirva quente. Modo de Preparo: 1/2 cebola picada - 2 dentes de alho - 2 colheres de sopa cheias de azeite 3 ovos200g de linguiça calabresa1 paio pequeno 1 lata de milho verde1 lata de ervilha3 tomates batidos no liquidificadorCheiro verde e pimenta-do-reino1 caldo de carne2 cenouras raladas no ralo grosso1 litro de água1 copo de farinha de mandioca2 copos de farinha de milho - 1 lata de palmito, azeitonas verdes e pretas, picadas1º Passo: Em uma panela coloque azeite e refogue a cebola e os alhos Acrescente aos poucos a linguiça e o paio picadinhos, o milho verde, a ervilha , as cenouras, o palmito, as azeitonas Acrescente o caldo de carne dissolvido em um pouquinho de água e os tomates batidos Acrescente a água, já meio morna, deixe ferver por alguns minutos Colocar os ovos cozidos (deixe um para enfeitar o fundo da forma que já deve estar untada com óleo) Coloque a farinha de mandioca e por último a farinha de milho Ainda quente coloque em uma forma que já deve estar enfeitada ao seu gosto Desenforme-o quando estiver morno Sirva quente