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Roraima

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RORAIMA

 

 


Resultado de imagem para turismo em roraimaA História de Roraima é recente, mas nem por isso pouco conturbada. Várias vezes invadida por diversos países interessados na região, a pouco assistida Roraima — Imagem relacionadaregião localizada no extremo norte do atual Brasil — despertou pouco interesse por parte dos portugueses, especialmente após a chegada da família real ao Rio de Janeiro. Foi bastante cobiçada pelo ingleses, neerlandeses e, especialmente, espanhóis. Palco de revoltas, massacres, crescimento, exploração e progresso, foram várias as invasões estrangeiras — todas elas neutralizadas pelas forças lusitanas no Forte São Joaquim. Joaquim Nabuco, aclamado advogado pernambucano, defendeu a região diante do rei da Itália no século XIX. Terra que foi município, território federal e estado. A narração de tal história inicia-se no século XVIII, dois centenários após o descobrimento do Brasil por Cabral nas caravelas portuguesas em 1500. Século XVII: a descoberta do rio Branco. O rio Branco é o maior e mais importante rio da região. Planta do Forte São Joaquim.Apesar da chegada oficial dos portugueses ao Brasil ter acontecido em 1500, com Pedro Álvares Cabral, foram necessários mais de duzentos anos para que a região do vale do rio Branco fosse encontrada pelos lusitanos. Foi por este rio, que é o principal curso d'água do local, que chegaram os primeiros colonizadores portugueses. Embora habitada basicamente por índios, não foi tranqüila a estadia dos primeiros europeus que lá se instalaram, isso porque a Espanha promovia invasões a essa parte do território colonial de Portugal através da Venezuela, e os neerlandeses através da Guiana. Os portugueses reagiram, derrotando e expulsando os invasores, estabelecendo a soberania portuguesa na região. O capitão Francisco Ferreira e o padre carmelita Jerônimo Coelho foram os primeiros colonizadores a chegar ao rio Branco. Seus propósitos eram aprisionar índios e recolher ovos de tartaruga para a produção de manteiga. Após estes, vieram Cristóvão Aires Botelho e Lourenço Belfort, sendo os primeiros a ultrapassarem a Cachoeira do Bem-Querer. José Miguel Aires também subiu o rio Branco, com a meta de Resultado de imagem para homofobiaaprisionar indígenas e vendê-los para Belém do Pará e São Luís do Maranhão, onde seriam escravizados. Outro comerciante escravista foi o holandês Nicolau Horstman que, saído de Paramaribo (capital da colônia holandesa sul-americana), atingiu o rio Branco em 1741 e fomentou o comércio de escravos pelos rios Jauaperí e Tacutu àquela colônia. Os espanhóis, por sua vez, foram responsáveis por um ato tido como utópico pelos olhos lusitanos, quando, Resultado de imagem para o estado de roraimaentre os anos de 1771 e 1773, invadiram o rio Uraricoera vindos do rio Orinoco, após atravessarem a cordilheira de Pacaraima, ato histórico. Lá fundaram três povoações: Santa Bárbara São João Batista de Caya Caya Santa Rosa Todavia, não resistiram às forças portuguesas e acabaram também expulsos da região. Diante da cobiça internacional pela região do vale do rio Branco, decidiu-se que seria construída uma fortaleza, o Forte de São Joaquim do rio Branco (hoje desaparecido), um marco para a soberania portuguesa na região. A construção do forte trouxe uma ilusão de que haviam chegado tempos de prosperidade, com a construção de três povoados (onde os índios foram forçados a habitar): nas margens do rio Uraricoera estava o povoado de Nossa Senhora da Conceição e Santo Antônio, São Felipe (no rio Tacutu) e o povoado de Nossa Senhora do Carmo e Santa Bárbara, no rio Branco. Não houve progresso. Os índios não se sujeitaram às imposições portuguesas e rebelaram-se, abandonando os lugarejos que acabaram por desaparecer. Século XIX: a família real e a estagnação econômica Em 1808 a família real portuguesa mudava-se para o Brasil, numa fuga de Napoleão Bonaparte e o exército francês. Estabelecidos na sede da colônia, os nobres enfrentaram problemas de adaptação com o novo lar. A preocupação passou a ser a criação de condições mínimas para que a realeza vivesse de forma luxuosa e confortável naquele país, da forma como vivia nas terras européias. Assim, o sul da colônia cresceu rapidamente enquanto o Norte e a Amazônia ficaram desassistidos e abandonados. Mesmo com o abandono, o Forte São Joaquim, tido como a sentinela da soberania portuguesa, manteve-se erguido por mais de um século. Nesse meio-tempo foram várias as vezes que os soldados lusitanos lutaram contra invasores estrangeiros. Abaixo uma lista dos comandantes do prédio no decorrer da história. A questão do Pirara: Mapa com as áreas contestadas pelos ingleses. A escala está levemente desproporcional.Se algum dos soldados que defendiam a soberania portuguesa na região do vale do rio Branco fosse questionado quanto aos mais resistentes invasores enfrentados, ele certamente apontaria os ingleses. A disputa entre partes do território luso-brasileiro entre Portugal e Inglaterra foi além de Resultado de imagem para turismo em roraimacombates e invasões, envolveu a diplomacia internacional, a advocacia e vários anos sem uma definição final. Entre 1810 e 1811 soldados ingleses penetraram na região. O comando do forte os recebeu cordialmente, impendindo-lhes, no entanto, de prosseguirem sua missão de invasão. O alemão Robert Schomburgk que, apesar da nacionalidade, trabalhava para os anglófonos, foi em 1835 à região a título de fazer um levantamento acerca da geografia física da Guiana interiorana. Enviou a Londres relatórios denunciando a quase inexistente soberania portuguesa no que hoje chama-se Roraima. Sugeriu que a Inglaterra ocupasse algumas áreas, e em alguns casos permanentemente. A corte inglesa e a opinião pública receberam bem o relatório e foi enviado o missionário protestante Thomas Yound. Yound ficou na região do Pirara catequizando índios para a religião e para o domínio britânico, ele ensinou ainda o idioma daquele país e hasteou a bandeira inglesa em solo brasileiro. O presidente da província do Pará General Soares de Andréia ordenou que o comandante do Forte Capitão Ambrósio Aires e frei José Santos Inocentes intimassem o missionário pessoalmente a retirar-se da região. Ele, por sua vez, cumpriu as exigências, mas levou junto a si os índios que outrora haviam sido por ele catequizados. A tentativa de domínio da região por parte dos ingleses não acabou aí, e, a partir de 1840 iniciou-se um grande conflito que envolveu até mesmo reis europeus e tribunais internacionais. Nessa data o germânico Imagem relacionadaSchomburgk desenhou um mapa que continha a região do Tacutu, do Mau e até do Surumu, mostrando que era ocupada por "tribos independentes", e enviou-o para Londres. Indicou uma nova fronteira entre as terras brasileiras e as terras da atual Guiana, tendo como limites os rios Cotingo e Surumu. A carta impressionou a opinião pública britânica, que passou a exigir que as sugestões do alemão fossem acatadas pelo governo inglês. A presença brasileira na fronteira era fraca devido ao descaso da família real, no entanto o governo paraense protestou em Belém diante o cônsul inglês, e o Imagem relacionadagoverno do Brasil protestou na capital britânica pelo embaixador brasileiro. Os protestos fizeram o governo inglês recuar, retirando os marcos provisórios já colocados na região, mas não desistiu. Em 1842 foi recebida em Londres uma recomendação brasileira para que a área de disputa (a região do Rupununi) fosse neutralizada. A Inglaterra concordou, mas não recusou seus direitos: aceitou a neutralização apenas com a inclusão das áreas do Cotindo e do Mau. Essa disputa diplomática se prolongou até 1898, final do século XIX, até que o Brasil acatou a proposta dos anglófonos de submeter a questão ao governo italiano que atuaria como árbitro. Joaquim Nabuco foi o indicado brasileiro para acompanhar o julgamento, que seria feito pelo rei italiano Vitório Emanuel III. Nabuco aprofundou-se na causa, argumentando de forma prima sobre a supremacia dos lusófonos na região. Foram dezoito impressionantes volumes de material argumentativo desenvolvido pelo pernambucano. Em 1904 a decisão foi tomada pelo rei italiano: 19.630 km² seriam retirados do Brasil e entregues à Inglaterra (somando territórios para a Guiana), definindo assim, os limites da fronteira. Apesar disso os argumentos de Nabuco não foram em vão, haja vista que não fossem estes, a área perdida seria quase que o dobro, estabelecendo assim, um saldo devedor eterno dos roraimenses para com Nabuco. Boa Vista: Avenida Jaime Brasil de 1924.Segundo os dados de 1887 a população de Boa Vista era de mil habitantes. Em 9 de julho de 1890 o governador amazonense Augusto Ximeno de Ville Roy criou o município de Boa Vista do Rio Branco (hoje simplesmente "Boa Vista"), acreditando que assim incentivaria o crescimento da região do vale do rio Branco. Outra atitude que contribuiu para o desenvolvimento da região foi a construção de uma vereda ligando Boa Vista à Manaus, vereda essa que transformar-se-ia numa das principais rodovias da região, a BR-174. Século XX: Nasce o Território Federal Água Fria: E foi em meados de 1980 que este mais foi explorado — de forma descontrolada e não-sustentável — trazendo aos estados dezenas de milhares de imigrantes vindos sobretudo do Nordeste brasileiro, mas também de estados vizinhos, do Sul e de outros países. O garimpo era feito com Imagem relacionadamáquinas, o que agilizava o trabalho — e a destruição. Um exemplo do poder destrutivo da garimpagem feita com máquinas é a serra do Tepequém — no município de Amajari, onde há um espaço num rio denominado "funil" por ser este o seu formato, adquirido como conseqüência das explosões realizadas pelos Imagem relacionadagarimpeiros em busca de ouro, diamante e outras pedras preciosas. Até que, alguns anos depois da explosão da garimpagem, foi demarcado o Parque Indígena Ianomâmi, o que fez o serviço praticamente desaparecer da região. O ambiente foi poupado, contudo muitas marcas deixadas pela exploração ainda são visíveis. BR-174 atravessa a floresta amazônica: um sonho de séculos, realizado somente recentemente.Nos fins do século XIX, antes do advento do barco a motor, a comunicação BoaVista–Manaus dava-se por embarcações movidas a remo, varejão, vela, sirga ou gancho. As viagens duravam três meses. A partir da motorização destes barcos, o mesmo percurso passou a ser completado em apenas cinco ou seis dias — variando conforme o volume das águas do Branco; a idéia de uma ligação rodoviária entre as duas localidades era um grande sonho rio-branquense, atendido em 1893 pelo então governador do Amazonas, Eduardo Ribeiro ao contratar o fazendeiro do vale do Branco, Sebastião Diniz, para abrir uma vereda de 815 quilômetros por dentro da mata densa. Diniz, junto aos companheiros coronel Manoel Pereira Pinto e o piloto fluvial Terêncio Antonio Lima, cumpriu com o dever e possibilitou uma nova forma de comunicação entre as duas cidades. Findo o governo de Ribeiro, a estrada ficou a deriva e a floresta tratou de reanexá-la ao ecossistema predominante. Em 1927, conforme registros históricos, o guianense Collins reabriu a via de circulação, agora com 868 quilômetros. Em 18Imagem relacionada de setembro de 1975, o jornal manauara A Crítica anunciava: Com a passagem do primeiro comboio de viaturas, no próximo dia 22, através da BR-174 (Manaus–Boa Vista), o Brasil estará ligado diretamente ao contexto das Américas. A engenharia militar, pelo 6º BEC 6º Imagem relacionadaBatalhão de Engenharia e Construção, localizado em Boa Vista, está concluindo o último trecho — 6 quilômetros — que falta para o desmatamento, ligando definitivamente as duas frentes de serviço. Assim, no dia 22, o coronel João Tarcizo Cartaxo Arruda sairia da capital rio-branquense rumo à capital amazonense, inaugurando a BR-174 — agora efetivamente uma estrada rodoviária. A construção desta estrada fora acordada por Brasil e Venezuela, com o objetivo de ligar Caracas a Brasília. A ligação de Boa Vista com o BV-8 (Marco fronteiriço Brasil–Venezuela 8), onde atualmente situa-se a cidade de Pacaraima, já havia sido concluída há dois anos. A inauguração da estrada Manaus–Boa Vista–BV-8 estava prevista para abril de 1976. Contudo, devido uma tempestade, um grande trecho de 6 quilômetros transformou a estrada florestal num grande pântano, impedindo o tráfego; assim, não foi possível que o coronel Arruda concluísse a viagem, ficando a inauguração da estrada somente para 1976 mesmo. O asfaltamento da estrada foi iniciado na década de 1980, também pelo 6º BEC. Só se viu a rodovia completamente coberta por aquele tapete de petróleo — um elemento fundamental para superar o trecho de chuvas permanentes em que vive mergulhada a divisa RR/AM — em 1998, durante o governo de Neudo Campos. Para formar o Território Federal foram desmembrados e mantidos três municípios. Moura e Barcelos foram os desmembrados e Boa Vista do Rio Branco foi mantida na região, tornando-se capital. O decreto supracitado (n° 5812) criou, ainda, os municípios de Boa Vista (simplificando seu nome com a exclusão  do Rio Branco) e de Catrimani. Este último nunca chegou a ser implantado e, em 1955, foi extinto e em seu lugar ficou Caracaraí. No todo, haviam sete distritos, quatro em Boa Vista (a sede, Conceição do Mau, Depósito e Uraricoera) e três em Caracaraí (sua própria sede, Santa Maria do Boiaçu e São José do Anauá). Em 13 de setembro de 1962, na Câmara Federal, o projeto nº 1433, de 18 de janeiro de 1960, do deputado Valério Caldas de Magalhães, que previa a mudança de nome do então Território Federal do Rio Branco para Território Federal de Roraima, transformou-se em Lei. O mesmo havia, em 1945, se oposto à idéia, originada do então governador Ene Garcez; contudo, convencera-se da necessidade de tal metamorfose. A justificativa para o projeto era a coincidência com o nome da capital acreana, o que sempre gerava transtornos — como o envio de cartas ao destino incorreto, e.g. O nome Roraima foi indicado pela opinião pública, que foi ouvida numa consulta promovida por Magalhães.Resultado de imagem para turismo em roraimaResultado de imagem para turismo em roraima Roraima, vem do Ianomami e significa monte verde" e representa o impávido e imponente Monte Roraima localizado na fronteira tríplice entre Brasil, Venezuela e Guiana, sendo este o ponto culminante da região. Com um Território mais povoado e desenvolvido, a pleno vapor, em 1982 foi aprovada a Lei N° 7009 de 1 de julho, criando oito novos municípios, três com terras emancipadas de Boa Vista e quatro com terras desmembradas de Caracaraí. Nasciam a partir da área de Boa Vista Alto Alegre, Bonfim e Normandia, e de Caracaraí Mucajaí, São João da Baliza e São Luís (mais conhecido até hoje por São Luís do Anauá). Alguns anos depois, em (1994, com Roraima já transformada em Estado) criaram-se outros dois municípios: Caroebe, com terras desmembradas de São João da Baliza e Iracema, a partir de Mucajaí. No ano seguinte, em 1995, criaram-se os últimos cinco municípios: Amajari e Pacaraima, com terras desmembradas novamente de Boa Vista, Uiramutã, a partir de Normandia, Cantá, com terras de Bonfim, e, por fim, Rorainópolis (a atual segunda maior cidade do estado e de maior crescimento porcentual demográfico anual) diminuindo o terreno de São Luiz (do Anauá). As leis estaduais (de 1994 e 1995) e federais (de 1982), no entanto, pecaram por não citar os distritos que devem fazer parte desses novos municípios. Quadro de reservas indígenas -  Ananás 1.769 - Aningal 7.627 - Anta 2.550 - Barata/Livramento 18.830 - Boqueirão 13.950 - Canuanim 6.324 - Ianomami[27] 9.419.108 - Jabuti 8.000 - Jacamim 107.000 - Malacacheta 16.150 - Mangueira 4.033 - Manoá/Pium 43.330 - Ouro 13.572 - Pium 3.810 - Ponta da Serra 15.597 - Raimundão 4.300 - Raposa/Serra do Sol[28] 1.747.464 - - Recanto da Saudade 13.750 - Santa Inês 29.698 - São Marcos 624.110 - Wai-Wai 330.000 - Waimiri/Atoari 514.000 - Xununumetamu 48.750 Total 12.783.338 Cultura: Concerto musical de rock em Boa Vista.Antes do descobrimento a cultura em Roraima era composta somente pela indígena. Com a Imagem relacionadachegada dos portugueses, suas tradições e costumes começaram a ser germinadas na região. Mais tarde, com a chegada do missionário protestante inglês Thomas Yound, começaram a ser ensinados a religião e alguns costumes britânicos. Decênios depois, com a chegada de nordestinos e sulistas à região com o crescimento econômico e a criação de Boa Vista, a cultura roraimense tornou-se uma mesclagem da cultura de diversos pontos do país e dos indígenas. O forró, por exemplo, começou a se solidificar como um dos mais ouvidos ritmos da região Resultado de imagem para homofobianaquela época. Atualmente, com a chegada de imigrantes de todos os estados, atraídos pelos concursos públicos, de imigrantes vindos do exterior (especialmente Guiana e Venezuela, mas também com fatias consideráveis de Colômbia e Bolívia) fica complicado definir culturalmente o estado de Roraima, por não parecer haver um padrão. Embora tenha havido um crescimento nos concertos de Música Popular Brasileira e de rock, o som mais predominante continua a ser o forró; no artesanato, porém, a inspiração continua a ser indígena.Dentre os fatores para este crescimento destacam-se: A abertura da BR-174 (Manaus—Boa Vista—Pacaraima); Campanha desenvolvida pelo governo do então Território Federal de Roraima; Essa campanha incluiu a abertura do garimpo. Antes da abertura da BR-174, a única comunicação exitente entre as capitais roraimense e amazonense era feita apenas por meio do rio Branco (que só é navegável plenamente por 3 ou 4 meses no ano). As origens destas correntes é bastante diferenciada, com destaque para a região Nordeste.