logo

Pesquisar

Historia do Rio de Janeiro

1377286226bandeira-rio-de-janeiro

 

RIO DE JANEIRO  1763 

 

 

A PRIMEIRA EXPEDIÇÃO EXPLORATÓRIA ENVIADA AO BRASIL pelos portugueses chegaram ao que lhes parecia ser a foz de um grande rio e chamaram-no de Rio de Janeiro. Era 1º de janeiro de 1502. Tratava-se, na realidade, da entrada da barra da baía de Guanabara. Em 1534, o governo português preocupa-se com as sucessivas invasões. O REI D. JOÃO III decide colonizar o País, dividindo-o em 15 Capitanias Hereditárias, para 12 fidalgos cuja obrigação principal era ocupar e desenvolver a agricultura em suas terras, defendendo-se dos ataques dos índios e dos contrabandistas. O território hoje ocupado pelo Rio de Janeiro foi entregue aos donatários da CAPITANIA DE SÃO VICENTE, DOADA EM 1534 a Martim Afonso de Souza, e a de São Tomé, DOADA EM 1536 a Pero Góis da Silveira, vizinha do Espírito Santo. O donatário de São Tomé fundou a Vila Rainha, perto do Rio Itabapoana desenvolvendo a lavoura canavieira, mas esta foi constantemente atacada pelos índios Goitacás, provocando a fuga dos colonos para o hoje Espírito Santo. A capitania de São Vicente foi povoada apenas na parte sul do quinhão que lhe coube e se desenvolveu em torno do porto de São Vicente, hoje em São Paulo. Martim Afonso de Souza concedeu algumas sesmarias na região de Parati e Angra dos Reis, em 1556. 1548 - Não tendo a colonização dado bons resultados com as Capitanias Hereditárias e, com o permanente assédio dos franceses sobre os índios para comercializar o pau-brasil, resolve o Rei de Portugal criar um governo geral destinado a auxiliar os donatários especialmente na luta contra os índios, que não paravam de atacar vilas e engenhos, destruindo as plantações dos colonos. É nomeado o fidalgo português Thomé de Souza, primeiro governador geral do Brasil. 1549 - Thomé de Souza desembarca na Bahia e funda a Cidade do Salvador, nossa primeira capital. 1552 - Nessa época, o litoral fluminense encontra-se praticamente despovoado, Thomé de Souza comunica ao Rei que na baía de Guanabara nada havia e ali se devia mandar fazer “uma povoação honrada e boa “, pois era ponto preferido pelos franceses. 1555 - Durante o governo de D. Duarte da Costa, sucessor de Thomé de Resultado de imagem para historia do rio de janeiroSouza,  instalou-se em ilhotas, na entrada da baía de Guanabara, uma expedição francesa de 100 homens, comandada pelo Vice-Almirante Villegagnon. É CONSTRUÍDO O FORTE DE COLIGNY NA ILHA, onde se situa hoje a Escola Naval. Funda-se aí a França Antártica, que dois anos depois recebe o reforço de 300 colonos calvinistas. 1560 - O 3º governador geral, Mem de , recebe ordens para expulsar os franceses. Reúne todas as forças de que dispõe, tanto na Bahia quanto em Capitanias vizinhas e, após vários combates, derrota os franceses, inutilizando suas fortificações. Alguns franceses escaparam para as matas com o auxílio dos Tamoios, voltando a freqüentar a baía quando o governador retorna para Salvador. 1565 - Chega de Portugal o capitão mor Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, à frente de nova expedição com a incumbência de fundar uma cidade mantendo a posse da terra pelos portugueses. A 1º de março ocorre a fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, na várzea existente entre os morros do Pão de Açúcar e morro Cara de Cão. Foi a segunda cidade fundada no Brasil, depois de Salvador. 1567 - Depois de prolongada luta com os Tamoios e seus aliados franceses, a nova cidade foi transferida para o Morro do Castelo. Na ocasião, delimitou-se uma área quadrada de seis léguas de lado, fundando aí a Capitania Real do Rio de Janeiro sob o comando de Salvador Correa de Sá. 1568 - Portugueses concedem aos índios que colaboram nas lutas contra os franceses, favores do governo. Araribóia, chefe da tribo dos Temimimós, obtém como recompensa pelos serviços, quatro léguas de terra na margem oriental da baía de Guanabara. Aí se fundou a povoação de São Lourenço, que muito mais tarde daria origem à  O Rio de Janeiro não tem grande expressão econômica no século 17.  A capital do Brasil era Salvador, e Pernambuco, com sua grande produção açucareira, constituía a capitania economicamente mais importante. Consolida-se a ocupação do território fluminense pelos portugueses que expulsam os franceses também em Cabo Frio, onde contrabandeavam o pau-brasil. A exploração e o povoamento do interior da Capitania se devem aos colonos que adentravam o território à procura de índios e pedras preciosas, e se estabeleciam plantando cana de açúcar e construindo pequenos engenhos. Após a derrota dos Corsários e dos índios osImagem relacionada colonos ocupam novas terras situadas além de Cabo Frio, atingindo a baixada atravessada pelo Rio Paraíba do Sul. A cultura açucareira passa a ser a principal atividade econômica seguida da extração do pau-brasil, sal (em Cabo Frio) e pesca. Na agricultura destaca-se o cultivo da mandioca. Em 1627, grande parte da Capitania de São Tomé é dividida e são concedidas sesmarias aos sete capitães (homens que adquiriram grande prestígio ao se destacarem na luta contra os índios e franceses). Os novos donos trataram de ocupar suas propriedades, ocupando as vastas planícies da região, com excelentes pastagens e cursos d’água com a criação de gado cujas matrizes vieram dos Açores e Cabo Verde. No final do século 17, a lavoura açucareira, baseada no uso intensivo da mão de obra escrava, era a grande geradora de riquezas. A zona canavieira caracterizava-se pela existência de grandes latifúndios gerando poderosa aristocracia rural. O século 18 inicia-se com a grande corrida para o interior na busca das riquezas das Minas Gerais. O Rio de Janeiro torna-se uma cidade mundialmente conhecida como ponto de partida e entreposto de fornecimento das Minas Gerais. A grande febre do ouro contagia toda a população. A abertura do Caminho Novo pelos bandeirantes, transpondo a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, estabelece uma ligação direta entre Imagem relacionadao Rio de Janeiro e os distritos mineiros: os engenhos e plantações se despovoam. É necessário importar negros em quantidades ilimitadas. De Portugal acorrem, aos milhares, colonos e aventureiros. A exportação do ouro obriga a adaptação do antigo porto do Rio de Janeiro, agora visitado por linhas regulares de navegação. 1710 - A prosperidade repentina atrai aventureiros como os franceses comandados por Duclerc que invadem a cidade do Rio de Janeiro mas são derrotados. 1711 - Sob o comando de Duguay - Trouin, 6000 homens em 17 navios ocupam e saqueiam a cidade do Rio de Janeiro, onde permanecem por 2 meses, trazendo horror e pânico aos locais. 1733 - Toma posse do Governo do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade que permaneceria no cargo por 30 anos, trazendo grandes benefícios para a cidade do Rio de Janeiro como a construção dos Arcos, obra mais importante do período colonial, concluída em 1750. 1763 - Carta régia transfere a sede do Governo do Estado do Brasil, de Salvador para o Rio de Janeiro. Graças à descoberta do ouro das Minas Gerais, a região Centro Sul assume grande importância econômica. A cidade do Rio de Janeiro contava com cerca de 50 mil habitantes. No final do século 18, a decadência da mineração provoca sérias alterações no panorama social e econômico da Capitania do Rio de Janeiro, retornando grande contingente populacional às terras. A Bahia volta a se mais rica capitania. Na região de Campos, os canaviais tornam-se mais numerosos. O café começa a ser plantado (matrizes vindas do Pará, onde era plantado desde 1727), há produção de sal marinho em Cabo Frio e Parati fabrica aguardente, trocada por escravos no litoral africano. O século 19 começa com o Rio de Janeiro sendo a capital do Estado do Brasil (desde 1763) e Salvador, a maior cidade. Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixa Lisboa, fugindo do domínio de Napoleão que invade Portugal.