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História da Bahia

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 BAHIA

 

A HISTÓRIA DA BAHIA: se confunde com a própria história do país. Em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, no ano de 1500, o Brasil foi descoberto com a chegada dos portugueses e a celebração da primeira missa, em Coroa Vermelha, por frei Henrique Soares de Coimbra. Nesses cinco séculos de muitas histórias, a Bahia foi palco de invasões, como a Holandesa, das guerras pela Independência, de conflitos revoltas, como Sabinada e do Malês. No século XVI: a Bahia foi movida pela economia do pau-brasil e da cana-de-açúcar, seguida pelo ciclo do ouro e do diamante. A fase áurea da cana-de-açúcar proporcionou o surgimento da nobreza colonial, provocando um aumento populacional e financeiro, principalmente na capital, o que pode ser comprovado pelas construções das principais igrejas da cidade, como a de São Francisco, a igreja de ouro, a venerável Ordem Terceira de São Francisco, com fachada em barroco espanhol, e a Catedral Basílica, onde está o túmulo de Mem de Sá, o terceiro governador-geral do Brasil, e a cela onde morreu o padre Antônio Vieira. O DESCOBRIMENTO DO BRASIL foi resultado da expansão colonialista europeia. No ano de 1500, em março, uma esquadra portuguesa comandada pelo fidalgo Pedro Álvares Cabral, viajando para a Índia, desviou-se de sua rota. Seguindo sinais de terra próxima, no entardecer do dia 22 de abril, atingiu um ponto do litoral sul do atual estado da Bahia. Em 24 de abril, as esquadras comandadas por Cabral velejaram à procura de um melhor porto para ancorar seus navios. Encontraram um "muito bom e seguro" no local denominado hoje de Baía Cabrália. A PRIMEIRA MISSA FOI CELEBRADA NO DIA 26, num domingo, pelo frei Henrique Soares Coimbra, franciscano que ia para a Índia, no ilhéu Coroa Vermelha. No dia seguinte, foi cortada a primeira madeira com que se fez uma cruz para ser celebrada a segunda missa, em 1º de maio. No mesmo dia, Cabral partia para Índia, enquanto outro fidalgo, Gaspar de Lemos, seguia para Lisboa, levando a noticia do descobrimento para o rei de Portugal, Dom Manuel I. Na terra, chamada por Cabral Vera Cruz ficou dois homens para se entender com os nativos. EM 1º DE MAIO. NO MESMO DIA, CABRAL PARTIA PARA ÍNDIA. Em 1501, os portugueses organizaram uma nova expedição, desta vez de reconhecimento à terra descoberta no ano anterior. Pilotada pelo navegador florentino Américo Vespúcio, a esquadra portuguesa chega em 1º de novembro a um grande golfo, a Baía de Todos-os-Santos. Dessa viagem, Vespúcio somente deu noticias pormenorizadas em 1504 A BAHIA FOI DESCOBERTA no período em que o comércio com os portos índicos era bastante compensador para Portugal. Desta forma, o Reino não tinha motivos para dedicar muita atenção a sua nova colônia. Somente depois de atravessar uma grave crise financeira e verificar incursões dos franceses no litoral brasileiro é que os portugueses sentiram a necessidade de tomar posse da nova terra. Aconselhado, D. João III decidiu dividir a colônia, doando-a sob forma de capitanias hereditárias. NO TERRITÓRIO DA BAHIA FORAM DOADAS CINCO: Capitania da Bahia de Todos os Santos, a Francisco Pereira Coutinho; de Porto Seguro, a Pero de Campos Tourinho; de Ilhéus, a Jorge de Figueiredo Correia; de Itaparica, ao 1º Conde de Castanheira, Dom Antônio de Ataíde; e a do Recôncavo, a Álvaro da Costa. Assim, em 29 de março, aportou na Baía de Todos- os - Santos.