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O Estado do ACRE

 

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ACRE 

 

 

Imagem relacionadaACRE Histórico: O desejo da elite regional amazônica de incorporar essas terras ao Brasil desencadeou os conflitos armados que resultaram na criação passageira de um "Estado Independente do Acre", sob o comando doImagem relacionada espanhol Luis Galvez e o conflito conhecido como "Revolução Acreana", liderado pelo gaúcho Plácido de Castro. O desfecho desta história se deu através da habilidade diplomática do Ministro das Relações Exteriores Barão do Rio Branco, com a anexação do Acre ao Brasil em 1903. O ajuste das fronteiras com o Peru foi concluído em 1912, quando o Acre já havia sido decretado como Território Federal (decreto 5.188, de 7 de abril de 1904), integrando o Brasil. O Território do Acre permaneceu nessa condição política até a sua elevação a Estado em 1962. O passado dos tempos áureos da borracha ainda está presente nas paisagens acreanas, com muitos seringais espalhados pela exuberante floresta e seus rios sinuosos. A eles se somam as cidades, que passaram a abrigar a maior parte da população do Estado a partir de de 1970. Assim como a chegada dos brancos no século XIX: desencadeou diversos conflitos com os habitantes indígenas, a chegada da estrada (BR 364) e de incentivos governamentais para a conversão da floresta em grandes projetos empresariais de produção pecuária (década de 1970), chocou-se com  as aspirações de milhares de famílias de posseiros espalhadas pelos antigos seringais. A luta dos seringueiros para manter a floresta em pé e regularizar a situação fundiária das populações remanescentes do ciclo da borracha, projetou lideranças populares e sindicais como as de Wilson Pinheiro e Chico Mendes, ambos cruelmente assassinados. Fruto da luta deste movimento, de sua articulação com os povos indígenas e as organizações nacionais e internacionais preocupadas com o futuro da floresta amazônica e seus habitantes tradicionais,  em 1989 os Projetos de Assentamento Extrativistas (PAE) criados pelo INCRA. Em 1990, foram criadas as Reservas Extrativistas (RESEX), que são um tipo de assentamento em Unidade de Conservação, sob os cuidados do IBAMA. As RESEX existem atualmente também em outras partes do Brasil, estendendo os seus benefícios a milhares de seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, pescadores e outras populações que praticam atividades tradicionais e de baixo impacto ambiental. O Acre: centro da Pan-Amazônia, está integrado aos demais estados do Brasil, à Bolívia e ao Peru. Nessa região, num raio de 750 quilômetros, vivem 30 milhões de pessoas de diferentes culturas. Com uma história singular, o Acre representa, desde o século 19, a união da tradição com a modernidade na construção do desenvolvimento humano. Em seus 16 milhões de hectares de floresta tropical, com a maior biodiversidade da terra, vivem 700 mil habitantes, metade dos quais morando na floresta. Dentre eles, 15 mil são índios, donos de 32 reservas indígenas, 14 diferentes nações Resultado de imagem para acre brasilque mantém preservadas as tradições de suas etnias. Comunidades inteiras se organizam a partir da unidade de uma produção familiar que se utiliza dos rios como principal meio de transporte e da própria floresta como fonte alimentar." E uma sociedade única de preservação de valores e costumes da "Florestania", que são os princípios de respeito ao meio ambiente e a multiplicidade sócio-cultural. Aqui nasceu o Santo Daime, a doutrina da floresta que brotou no seio do seu povo e utiliza a bebida etnogenia sacramental conhecida como Avahuasca, a partir do conhecimento milenar dos povos indígenas. Desde sua ocupação, o Acre chamou a atenção do mundo com a produção da borracha. Quase cem anos depois, Chico Mendes morreu em defesa da floresta e tornou-se símbolo mundial do ambientalismo. A partir do seu legado, o estado se projeta com seus programas de desenvolvimento sustentável, incluindo o turismo com o fortalecimento das iniciativas comunitárias, preserva o meio ambiente e se integra a uma produção industrial de transformação de matéria prima florestal em produtos de exportação. A história do Acre com seus rios amazônicos, a floresta, a proximidade de Cuzco e Macchu Picchu nos Andes, habitados por comunidades herdeiras de conhecimentos originais e milenares, proporcionam uma diversidade turística sem igual. Rio Branco, a capital do estado onde vivem 350 mil habitantes que tem como principal característica a hospitalidade. É uma cidade tradicional e moderna, é acolhedora, efervescente, iluminada, limpa, organizada e segura. Nos últimos anos se desenvolveu projeto de urbanização que expandiu as vias de tráfego e as áreas de lazer dotando a cidade de todos os requisitos para o trânsito do transporte público e o bem estar da população e visitantes, qualificando-a para a realização de grandes eventos e para receber turistas nacionais e estrangeiros. No contexto global atual, de advertências sinistras sobre o planeta Terra, O Acre representa uma luz indicando um lugar seguro, inteligente, múltiplo, harmonioso e tolerante. Um lugar em que o povo se oferece para receber pessoas, idéias, desafios e o que mais possa se somar ao mundo novo que ele representa. Visite o Acre. Aqui você terá a oportunidade deResultado de imagem para historia do acre conhecer e vivenciar a floresta. Ponte da Brasiléia Vai: ligar o Brasil à Bolívia, através da cidade de Cobija, capital do Departamento equivalente ao Estado de Pando, Lula, Carlos Mesa e Alexandre Toledo e Jorge Viana, vão a Assis Brasil, 111 quilômetros de distância, na fronteira com o Peru, lançar a pedra fundamental de outra ponte, também sobre o rico Acre, a ser entregue no ano de 2005. A ponte de Assis Brasil vai ligar o país ao Peru através da cidade de Iñapari, um vilarejo de pouco mais de uns mil habitantes que habitam a primeira cidade após os limites do Brasil na rota com destino a Puerto Maldonado e de lá ao Andes. O encontro dos três presidentes na fronteira do Acre com a Bolívia e o Peru está sendo recebido como o primeiro grande passo para a política de intensificação das relações bilaterais que deverá culminar, por exemplo, com a extinção de passaportes entre os três países. A outra conquista resultante do encontro presidencial na região deverá ser a possibilidade de um brasileiro, boliviano ou peruano poder morar num país e trabalhar no outro sem a necessidade de apresentar documentos a cada vez que tiver que passar na fronteira.  Artesanato: O artesanato acreano também está sendo revisitado com a capacitação dos artesãos. A idéia é resgatar a identidade cultural do povo, trazendo componentes da flora amazônica — sementes, palhas, frutos e aromas — para as peças. "Estamos transmitindo nossa cultura para o artesanato e, com isso, agregando valor aos produtos", explica o presidente da Casa do Artesão, Carlos Taborga, premiado com o Top 100 do Sebrae pela confecção de velas aromáticas feitas no ouriço da castanha (ontem do Pará, hoje do Brasil). Rio Branco, capital do estado: é outra demonstração da preocupação do governo acreano com odesenvolvimento da atividade turística. Prédios públicos restaurados, como o Palácio Rio Branco (antiga sede do governo), praças revitalizadas, novos equipamentos para esporte e lazer podem ser vistos por toda parte. O Acre recebe cerca: de 200 mil turistas por ano e, segundo o secretário de Turismo, Cassiano Marques, os esforços do governo local são no sentido de "inserir o estado no contexto do turismo nacional e internacional". A capital acreana: é um dos 65 destinos indutores do desenvolvimento regional, que são prioridade nos investimentos do Ministério do Turismo.